Anita Borgia

Criar seu atalho

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

OS APOSTOLOS


Não conseguimos admitir a imposição da crença forjada no medo, na coação e nos mais variados tipos de ameaças. Privar seres humanos do direito da dúvida, da interpelação e das respostas aos porquês, é realmente insustentável no século em que vivemos. O fundamentalismo religioso precisa de ciência. Seu apelo moral não será persuasivo se parecer incoerente aos olhos de pessoas com um mínimo de instrução Caso contrário continuará a ser uma religião imposta pela família e pela sociedade. Tipo: Todos devemos ter fé e uma religião, e esta deverá ser a "X" porque nossa família ou sociedade acredita nela. Se nos acreditamos, VOCÊ TEM QUE ACREDITAR.
Este texto foi copiado de uma revista de grande circulação nacional:
As maiores esperanças de desvendar o lado obscuro e alegórico sobre Cristo e o cristianismo estão nas escavações arqueológicas. Em 1945, nas cavernas de Nag Hammadi, no Egito, encontrou-se uma biblioteca cristã do século IV, em língua copta, com vários evangelhos apócrifos, aqueles não incluídos no Novo Testamento. Nas cavernas de Qumran, em Israel, foram achados os Manuscritos do Mar Morto, a biblioteca de um convento da seita judaica dos essênios, com textos de 152ac., a 68dc., cuja decifração até hoje não foi concluída. Os manuscritos do Mar Morto também ignoram Jesus, mas revelam a cultura sobre a qual o cristianismo se erigiu. No início de 1966, mais quatro cavernas funerárias dos séculos II e Iac., foram descobertas e ainda poderão surgir outras.
A tese é polemica, mas a maioria dos pesquisadores está convencida de que os quatros evangelistas oficiais da Igreja do Novo Testamento - MARCOS, MATEUS, LUCAS e JOÃO - não foram escritos por seus autores. São muito provavelmente, compilações de mensagens anônimas ou atribuídas aos apóstolos, orais ou escritas, dos séculos I e II. O nomes dos quatro evangelistas apenas identificam conjuntos de ensinamentos (creditados a cada um deles) escritos e reescritos pelas comunidades, sucessivamente.
O evangelho de MARCOS é o mais antigo dos quatro, escrito por volta do ano 70d.c.. O de MATEUS é do ano 80 ou 90, o de LUCAS ano 80 a 90 e o de JOÃO foi escrito depois dos 90. Os quatro contêm material suficiente para levar fé ao coração das pessoas abertas, mas não para escrever uma biografia de Jesus, segundo o teólogo Luke Johnson, autor de The Real Jesus.
1 - SÃO MATEUS - Escrito na Síria, em Antióquia, nos anos 70 e 80, em grego. Seu público é o das comunidades cristãs e judaicas. Testemunha o afastamento dos cristãos das sinagogas. A discussão da interpretação da nova lei de Jesus indica que cristãos e judeus estão se diferenciando.
2 - SÃO MARCOS - Escrito na Galiléia, por volta do ano 70, em grego, revela tradições orais fixadas recentemente, em relação ao tempo em que foi escrito. Reinterpreta a saga de Jesus e sua pregação para comunidades cristãs em crise com a guerra judaica contra Roma. Esfria a expectativa do fim do mundo e reacende a esperança no Reino de Deus.
3 - SÃO JOÃO - escrito na Síria, depois da década de 90, em grego. Apresenta um Jesus esotérico, místico e enigmático, que realça sua presença na comunidade na forma de Espírito Santo. Os discursos são longos e as narrativas amplas. Os monólogos mostram uma religiosidade mística, gnostica e esotérica, quase oriental.
4 - SÃO LUCAS - Escrito em Éfeso, nos anos 80 a 90, em grego, o melhor grego dos quatro evangelhos. É a primeira parte de uma obra mais ampla que inclui os Atos dos Apóstolos. Mostra o cristianismo como um movimento da Galiléia para Jerusalém, Antiópia, Ásia Menos, Grécia e Roma. Triunfa sobre a dispersão provocada pelo fim do mundo que não veio e afirma o futuro das comunidades cristãs.
A grande quantidade de textos era um problema para a Igreja que estava nascendo. Havia muitas comunidades, ritos e evangelhos diluindo a doutrina e favorecendo o aparecimento de dissidências e heresias. Por isso, aos poucos, tornou-se necessário escolher alguns e canonizá-los de acordo com suas conveniências, tornando-os santos. Muitos ficaram de fora. Há mais de 60 evangelistas APÓCRIFOS como o de Tomé, Pedro, Felipe, Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta que não entraram para o Novo Testamento.

TEORIA DA REENCARNAÇÃO


Orígenes nasceu na cidade de Alexandria, em 185 e desencarnou em Cesareia ou Tiro, no ano de 252, sob severas e perversas torturas patrocinadas pela Igreja.
De suas notáveis obras destacam-se: “Comentários”  e as “Homilias sobre as Escrituras”, que foi uma obra crítica textual do Antigo Testamento, os “Hexaplos”, obra apologética, o “Contra Celso”, e uma crítica filosófica sobre os “Princípios”.
Orígenes exerceu capital influência no cerne da Igreja primitiva, sendo considerado o mais importante pensador cristão de seu tempo. Apesar de seu prestígio, Orígenes levantou a ira de seus superiores, em função de seus lúcidos ensinamentos acerca da origem e destino da alma.
Afirmava que o relato bíblico da criação era, apenas, uma alegoria. Também dizia que não se pode aceitar, literalmente, tudo o que se encontra nos Evangelhos. Ensinava a preexistência da alma e a reencarnação. Para Orígenes, a reencarnação fazia parte de um sistema de salvação, baseada no esforço individual.  Ele até perguntava: “Se as almas não existiam previamente, por que encontramos cegos de nascença que nunca pecaram, enquanto outros nascem sãos?”
Ele mesmo responde à sua pergunta:  “É claro que alguns pecados foram cometidos, e, como resultado, cada alma recebe a recompensa de acordo com o seu mérito.”  Daí se conclui que o destino das pessoas é determinado por suas ações anteriores.
Ele indagava ainda: - “O que torna as pessoas diferentes – por que uma nasce com boa saúde, gênio e talentoso e outra surda e ignorante?” No que ele próprio respondia – Seus destinos eram o resultado de seus méritos ou deméritos de alguma vida anterior.
As revolucionárias concepções desse Pai da Igreja causariam conturbadas polêmicas.  Ele defendia a verdade, a justiça divina, argumentando que as ações de nossas vidas passadas – e não os caprichos de Deus – são a causa de nossa situação atual, informa, a respeito, Elizabeth Claro Propet, que a igreja tentou solucionar este dilema defendendo ao mesmo tempo a onipotência e a justiça divina, colocando-se na difícil situação em que até hoje se encontra. A partir daí, o homem passou a ser um súdito servil de um deus-imperador caprichoso.
A ideia de que o homem é responsável  pelo seu destino, conduz-nos ao ponto fulcral do pensamento de Orígenes: o LIVRE ARBÍTRIO!  Por esse motivo, Orígenes sentiu o látego injusto da prepotência e do arbítrio, de que se valiam os religiosos, para sufocar tudo aquilo que contrariava as suas posturas teológicas absurdas.
- Deus fará a salvação de todas as suas criaturas – ordenou todas estas coisas de tal forma que nenhum espírito ou alma, possa ser forçado contra a liberdade de sua própria vontade a seguir uma direção diferente daquela a que a sua mente indica, o que lhes retiraria a faculdade do livre-arbítrio (e mudaria a qualidade de sua própria natureza)
O Patriarca da Igreja, Jerônimo, informa, ainda, Elizabeth C. Propet, “não gostou nada do que Orígenes sugeria, pois seus conceitos viravam a escada do céu de pernas para o ar. Onde estaria a segurança, se os anjos poderiam tornar-se demônios e o demônio poderia tornar-se arcanjo? Jerônimo perturbava-se quando pensava que, segundo Orígenes, “teríamos o que temer, nós que agora somos homens, pois podemos depois nascer mulheres e, alguém que hoje é uma virgem, pode vir a ser uma mulher.” 
Séculos depois de sua violenta desencarnação, o pensamento de Orígenes incomodava a Igreja, suscitando acirradas controvérsias. Finalmente, pretendendo livrar-se do constrangimento que provocava ao Clero num rasco de prepotência e medo, submeteu os escritos do notável exegeta a um auto-de-fé, queimando, as escondidas, os mais coerentes e talentosos livros já escritos, no seio da Igreja, sempre distanciada dos valores éticos e transcendentais da Lei de Deus.  (Carlos Bernardo Loureiro)

BRUXAS E FEITICEIROS

"Não permitirás que uma bruxa viva" diz o Êxodos (xxii, 18). Esta e outras admoestações bíblicas definiram as bruxas e prescreveram o seu destino. Uma bruxa ou feiticeiro é alguém em ligação com Satanás, o Mal, o espírito que se rebelou contra Deus. 

Hoje é retratada como uma velha num vestido preto com um chapéu pontiagudo e montando uma vassoura à Lua Cheia. As crianças vestem-se assim no Carnaval ou no Halloween, para pena de alguns pios cristãos. Hollywood, por outro lado, conjurou imagens de mulheres sexy com poderes paranormais como psicocinética, controle da mente, e outros talentos ocultos. "Pagãos" ou religiões anti-cristãs da Nova Era são muitas vezes identificadas com bruxas e feiticeiros porque alguns cristãos pensam que praticam bruxarias ou porque algumas dessas religiões afirmam praticar mágicas ou "o trabalho." Alguns dos membros destes grupos referem-se a si mesmos como bruxas e warlocks (bruxas machos). Alguns auto-intitulam-se feiticeiros e adoram o satanaz i.e., acreditam em Satanás e fazem rituais que, pensam, os leva a partilharem dos poderes ocultos e sobrenaturais deste. Contudo, muitos dos bruxos e feiticeiros da Nova Era não adoram Satanás, e são associados com o oculto ou com tentativas de restabelecer religiões naturais que os seus membros associam a religiões antigas pagãs, como a céltica. Uma das mais espalhadas é a Wicca. 
As bruxas da mitologia cristã eram conhecidas por terem sexo com Satanás e usar os seus poderes para fazer o mal. O culminar da mitologia da bruxaria ocorreu do século 15 ao 18 na descrição dos Sabbath. O Sabbath era uma farsa ritual da Missa. Bruxas e feiticeiros eram representados como voando em vassouras ou bodes, até ao Sabbath onde o Diabo (em várias formas) onde o Diabo representaria uma versão blafesma da Missa. Haveria danças obscenas, um banquete com poções feitas em caldeirões O banquete incluiria deliciosas criancinhas. A poção era usada para magoar ou matar pessoas ou para mutilar o gado. (de Givry, p. 83) Os iniciados recebiam uma marca física, como uma garra debaixo do olho esquerdo. O Diabo era representado como um bode ou um sátiro ou uma besta mítica com chifres, garras, cauda e/ou asas: uma farsa de anjo, meio homem meio besta. Um ato particular do Sabbath incluía o beijo ritual do traseiro do Diabo (de Givry, p. 87), aparentemente uma farsa ao tradicional ato cristão de submissão de ajoelhar e beijar a mão ou o anel do clérigo. Numerosos testemunhos de Sabbath estão registrados. Por exemplo, uma pastora, Anne Jacqueline Coste, relatou no meio do século 17 que durante a noite de S. João ela e os seus acompanhantes ouviram um tremendo ruído  
olhando para todos os lados para ver de onde vinha pudemos ver sobre o monte, gatos, bodes, serpentes, dragões, e toda a espécie de impuros animais, que faziam o seu Sabbath e fazendo terrível confusão, que diziam as mais sujas e sacrílegas palavras que se podem imaginar e enchendo o ar com as mais abomináveis blasfêmias. (de Givry, p. 76)
Tais histórias foram contadas por séculos e eram aceites pelos pios cristãos sem um traço de duvida quanto à sua veracidade. Tais histórias eram consideradas exatas. 
Pierre de l'Ancre, no seu livro sobre anjos, demônios e feiticeiros publicado em 1610, afirma ter assistido a um Sabbath. Eis a sua descrição: 
Eis os convidados da Assembléia, tendo cada um atrás de si um demônio, e saibam que no banquete é apenas servido nada mais que a carne dos que foram enforcados, os corações de crianças não batizadas, e outros estranhos e impuros animais, estranhos ao costume e uso do povo cristão, tudo sem sabor e sem sal.
As afirmações feitas em livros como o de l'Ancre e a descrição das atividades do Sabbath em obras de arte ao longo de anos não eram consideradas ficções humorísticas nem manifestações de espíritos perturbados. Essas noções, por absurdo que nos pareça, eram consideradas verdade por milhões de cristãos. O mais estranho é que muitas pessoas hoje acreditam em histórias semelhantes acerca de comer crianças e a morte ritual de animais, combinadas com abuso sexual e influências satânicas.
Deixo aos Freudianos a interpretação destes persistentes mitos de criaturas satânicas com chifres, cauda, e grande apetite sexual; de raptos e abusos sexuais, mutilação e morte de crianças; de mulheres a esfregarem-se com ungüentos e voando para relações como um bode demoníaco; e de poderes sobrenaturais como a metamorfose. O meu palpite é que a bruxaria e feitiçaria são parte da repressão sexual e servidos como justificação para o uso em arte e literatura, de pornografia criada, santificada e glorificada pela Igreja. 
Certo que havia perseguições dos que mantinham uma ligação com o passado pagão. Mas é difícil de acreditar que as descrições das bruxarias saiam das vitimas torturadas e mutiladas e não das mentes dos seus torturadores. Os poderes dos inquisidores eram tão grandes, as suas torturas tão variadas e sádicas, que as vitimas acreditavam que estavam realmente possessas. As crueldades duraram séculos. A caça às bruxas só foi abolida em Inglaterra em 1682. A caça nos EUA teve o seu pico em 1692, em Salem, Massachusetts, onde dezenove bruxas foram enforcadas. A ultima execução judicial teve lugar na Polônia 1793. A ultima tentativa de execução teve lugar na Irlanda em 1900 quando dois camponeses tentaram queimar uma bruxa na sua lareira.(Smith, p. 295) 
Quaisquer que sejam as bases psicológicas para a criação de uma anti-Igreja, o resultado prático foi uma Igreja mais forte e mais poderosa. Ninguém sabe quantas bruxas, heréticos ou feiticeiros foram torturados ou queimados pela Inquisição, mas o medo que criou afetou toda a Cristandade. Ser acusado de ser uma bruxa era igual a ser condenado. Negá-lo era provar a sua culpa: claro que uma bruxa dirá que não o é e que não acredita em bruxarias. Lancem-na ao rio! Se se afogar então não é uma bruxa; se nadar, então saberemos que é bruxa e que o Diabo a ajuda. Tirem-na da água e queimem-na, pois a Igreja não gosta de verter sangue! Na verdade, a Igreja criou um reino de terror superior em muitos aspectos aos de Estalin ou Hitler. Estes duraram apenas alguns anos e restringiram-se a territórios limitados; o da Igreja durou séculos e estendeu-se a toda a Cristandade. O terror da Igreja também se dirigiu em particular às mulheres. Não admira pois que as religiões atuais que se definem como pagãs e anti-cristãs se centrem nas mulheres. Não é estranho que as religiões da Nova Era exaltem o que a Igreja condenou (como o egoísmo e a sexualidade saudável mesmo entre homossexuais) e condenem o que a Igreja exaltou (tal como a subserviência da mulher e a auto-negação). Quem os pode criticar?

EVANGÉLICOS

Os evangélicos querem por força que sejam denominados de religião. Acredito que qualquer facção de uma religião dissidente de outra religião, deva ser chamada de SEITA. Os evangélicos fazem uso da Bíblia Católica ou Bíblia Protestante e suas modificações. Nem mesmo as mesmas igrejas da mesma seita evangélica comungam dos mesmos pensamentos ou interpretações bíblicas. O que vemos é um grande grupo de pastores que fazem cursos de 90 dias de um estudo básico de teologia, ficam de posse de um diploma que os permite fundar sua própria igreja e ter seus rendimentos.

sábado, 11 de dezembro de 2010

CONSIDERAÇÕES

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito pra ser insignificante."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

CALMA

Deus ainda está no Céu.
Você não tem que fazer tudo sozinho e agora mesmo.

Lembre-se de um momento feliz e tranqüilo do seu passado.
Repouse lá.

Cada momento tem riquezas com vida permanente.
Acerte sua caminhada.

Quando alguém o pressionar,
não há problema em dizer-lhe que você não gosta.

Lembre-se que nem tudo pode ter garantia.
Isso inclui você.

Assista o passar das águas, o crescimento do milho,
a flutuação das folhas, o vôo dos passarinhos.
Calma.

Saboreie seu alimento.
Deus o deu a você para prazer e nutrição.

Observe o sol e a lua quando surgem e quando se põem.
Eles são extraordinários por seu constante ritmo de movimento
e não por quaisquer tipos de correrias.
Calma.

Pare de planejar como você usará o que sabe,
o que aprende ou o que possui.
São presentes de Deus com tempo certo.
Sinta apenas gratidão e a certa hora seu propósito ficará claro.
Calma.

Quando falar com alguém não pense no que dirá em seguida:
Os pensamentos se verbalizarão naturalmente se você deixá-los livres.

Fale e brinque com crianças.
Isso despertará a pequena pessoa sem pressa que existe dentro de você.

Crie um espaço em sua casa, em seu trabalho, em seu coração.
Nesse lugar aquiete-se e entregue-se a boas recordações.
Você merece isso.

Permita-se ter um tempo para a preguiça e para o " fazer nada ".
Descanse sem luxo e sem culpas.
É uma necessidade de sua alma.

Ouça o soprar do vento:
ele traz uma mensagem de ontem, de amanhã e de agora.
Mais importante a de agora.

Repouse sobre os seus sucessos sejam quais forem eles.
Isso traz conforto.
Não importa o tamanho ou as condições.
Calma.

Fale devagar ... Fale menos ... Não fale ...
A comunicação mais importante não é medida por palavras.

Dê-se permissão para se atrasar algumas vezes.
A vida é para ser vivida e não agendada.

Ouça a canção de um passarinho ... a canção toda ...
A música e a Natureza são presentes, sim ...
... mas só se você se dispuser a recebe-los...

Reserve tempo só para refletir.
A ação é boa e necessária, mas dá bons frutos
apenas se antes meditarmos e ponderarmos.
Calma.

Crie tempo para fazer o que gosta e brincar.
Seja qual for sua idade, sua criança interior precisa ser recriada.

Olhe e ouça o céu noturno. Ele fala.
Ouça as palavras que você diz, especialmente em orações.

Aprenda a ficar atrás e deixar que outros ocupem a liderança.
Sempre haverá novas oportunidade para você ir à frente outra vez.
Calma.

Divida grandes trabalhos em pequenas tarefas:
Se Deus levou 6 dias para criar o Mundo,
você pode esperar ser melhor?

Quando você se acha afobado e ansioso, pare.
Pergunte a si mesmo:
" Por que estou afobado e ansioso? "
As razões podem aperfeiçoar seu auto conhecimento.

Crie tempo para ler bons livros:
a leitura de bons pensamentos alivia o mal estar .

Direcione sua vida com escolhas ricas em propósitos
e não em correrias e eficiências.
O melhor músico é aquele que toca com sentimento
e não o que termina primeiro de tocar.
Calma.

Dê-se um dia de folga ... sozinho ... faça um retiro ...
Você pode aprender com macacos e ermitões sem se tornar um deles.

Acaricie um bichinho de estimação:
você dará e receberá um presente de agora.

Entregue-se a trabalhos manuais: isso liberta a alma.
Calma.

Tenha momentos de reflexão:
sem ela a Vida é meramente existência.

Fique um pouco no escuro:
isso o ensinará a ver melhor, ouvir, saborear e cheirar.

Abaixe volumes de sons e intensidade de luzes.
Desligue máquinas e recuse convites de vez em quando.
O menos pode muitas vezes ser mais.

Calma ... deixe que a Vida vá como vai ...
" Nada " é usualmente a coisa mais monótona de se fazer,
mas em certas ocasiões é a melhor.

Dê um passeio sem pensar aonde chegará:
se você anda só para chegar a algum lugar, você sacrifica a caminhada .

Conte seus amigos:
se você tem um, é uma sorte;
se você tem mais, é uma bênção.
Abençoe-os em retribuição.

Conte suas bênçãos ... uma de cada vez ...
... e devagar ...

Calma.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CONFIAR



A diferença entre confiar e ser ingênuo é vasta,
mesmo assim a linha divisória é muito sutil.
Ser ingênuo significa ser ignorante.
Confiar é o ato mais inteligente da existência.
E os sintomas a serem lembrados são:
ambos serão enganados,
ambos serão trapaceados,
mas a pessoa que é ingênua
se sentirá enganada, trapaceada,
ficará com raiva,
começará a não confiar nas pessoas.
Sua ingenuidade, mais cedo ou mais tarde,
se torna desconfiança.
E a pessoa que confia também será
enganada, trapaceada,
mas não vai se sentir lesada.
Ela simplesmente sentirá compaixão
por aqueles que a enganaram,
que a trapacearam,
e sua confiança não será perdida.
Sua confiança jamais
se transformará em desconfiança
para com a humanidade.
Esses são os sintomas.
No princípio, ambos parecem iguais.
Mas, no final, a qualidade da ingenuidade
se transforma em desconfiança,
e a qualidade da confiança
continua a se tornar mais confiança,
mais compaixão,
mais compreensão das fraquezas humanas,
da fragilidade humana.
A confiança é tão valiosa
que a pessoa está disposta a perder tudo,
menos a confiança.