Anita Borgia

Criar seu atalho

INSANIDADES?


O barco construído por Noé, por ordem de Deus, para acomodar a sua família, cerca de 50.000 espécies de animais e cerca de um milhão de espécies de insectos, durante o diluvio divino destinado a destruir todos os outros animais e plantas da Terra. Os não familiarizados com a história podem perguntar-se porque é que Deus destruiria quase todos os descendentes de todas as criaturas que tinha criado. Parece que Deus estava desgostoso com todas as suas criações humanas, exceto Noé e família. Este método de aniquilar os que nos desagradam tornou-se uma táctica popular pelos seguidores deste e doutros deuses. O que é bom para Deus é bom para nós. O problema histórico do assassínio em nome da religião é que ninguém pode estar certo do que é que os outros consideram correto. Ou seja, um grupo de corretos contra outro grupo de corretos, geração após geração. É de admirar como tantos de nós escapamos.

Apesar do mau exemplo dado por Deus aos descendentes de Noé a história continua popular entre crianças. Deus gosta das pessoas boas. Deixa-as andar de barco com muitos animaizinhos. Mostra-lhes um grande arco-iris depois da tempestade. E vivem felizes para sempre. Até adultos gostam da história, embora a vejam como uma alegoria com uma mensagem espiritual, como Deus é todo poderoso e nós pertencemos-lhes, mesmo a nossa existência é a ele que a devemos. E ainda, o Criador espera que nos comportemos. Mas alguns tomam a história pelo valor literal.

De acordo com a história contada no capitulo 7 do Genesis, Noé, a sua tripulação e os animais viveram juntos mais de 6 meses até as águas recuarem. Há pequenos problemas logísticos, mas antes de lá chegar há outros comentários a fazer. A destruição de pessoas e bens por inundações acontece desde tempos imemoriais. Ver alguém, uma criança, um cão, desaparecer num momento deve ser algo terrível e devastador. Mas se descobrimos que não foi obra da natureza, mas o ato voluntário de um ser consciente, podemos acrescentar raiva à sensação de devastação. Pode-se argumentar que o mundo é de Deus; tal como o criou pode destruí-lo se o quiser. Mas isto não é apropriado para um Deus da Bondade, e do Amor. Seja como for, sejamos bons fundamentalistas e examinemos a história quanto à sua veracidade.

Histórias de inundações não são exclusivas de antigos Judeus. Mas, que saiba, nenhum outro povo tem uma história afirmando que o seu Deus inundou todo o planeta para terminar toda a vida na Terra. Que evidencias geológicas ou arqueológicas temos de uma destruição universal de todas as sociedades humanas, todas as plantas e animais (exceto os que se encontravam no barco de Noé)? Devia existir uma camada de sedimentos todos datando do mesmo período com os ossos de todas as pobres criaturas. Devia haver provas de que todas as sociedades humanas tinham sido varridas. Tais provas não existem.

Contudo, pela argumentação, acordemos que existiu um dilúvio universal, mas que as evidências  geológicas e arqueológicas sofreram qualquer acidente e parece que não ocorreu nenhuma inundação. Há ainda algumas questões a pôr antes de aceitarmos a teoria. Primeiro, qual era o tamanho do barco? A resposta: muito, muito, muito grande! Como flutuava? Noé pode ter tido uma orientação divina, de modo que este barco, maior que qualquer superpetroleiro dos nossos tempos, podia flutuar. Lembrem-se que tudo isto é feito antes da invenção da metalurgia, pelo que o barco é feito de madeira e outros produtos naturais. Quantas florestas para fornecer madeira para o barco? Quantas pessoas a trabalhar quantos anos? Construir uma pirâmide é uma brincadeira de crianças. Mas lembrem-se, as pessoas viviam mais anos nessa altura. Noé tinha 600 anos quando o projeto arrancou. Devia ter cerca de 1200 quando tudo acabou. Pensem na reputação de alguém que passa anos a construir um barco gigante no meio do deserto.

Mas digamos que, embora improvável,  tal barco se construía com a tecnologia de construção em madeira conhecida na época. Noé fê-lo com a ajuda de Deus. E aceitemos que, embora não seja plausível, o barco flutuava. Ainda há o problema de juntar rodos os animais das várias partes do mundo, mesmo daquelas que Noé nem sabia que existiam. Como chegou a remotas paragens para recolher borboletas exóticas e o dragão de Komodo? Como juntou todas as variedades de dinossauros para o seguirem? Quando acabasse de reunir as espécies, o barco já tinha apodrecido no meio do deserto.

Mas aceitemos que Noé conseguia reunir todos os mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e uns milhões de insetos no seu barco. Há o problema de impedir que os animais se comessem uns aos outros. Ou o leão deitou-se com o cordeiro na arca? Os carnívoros tornaram-se vegetarianos durante o dilúvio? Como impediu os pássaros de comer insetos. Talvez a arca tivesse comida para todos.Se Noé fez tal navio, não era difícil arranjar espaço para os alimentos dos animais para mais de seis meses. Pequenos detalhes para tal homem guiado pelo seu Deus.

Permanece difícil imaginar uma tripulação tão pequena a alimentar todos os animais num só dia. Temos Noé, a mulher, os três filhos a as três cunhadas. A rotina diária levaria anos. A delicadeza impede de referir o problema da "limpeza" mas digamos que apenas o som de todos estes animais levaria à loucura (para não falar das picadas dos insetos). E o cheiro matá-los-ia. Mas, pelo menos, não tinham de se preocupar com água para beber.

Incrível como esta história possa parecer, há pessoas que afirmam ter encontrado a arca do Noé. Sim, dizem que quando as águas desceram, lá estava Noé e o seu zoo pendurado no topo do Monte Ararat na Turquia. Agora, todos os animais devem ser dispersos pelos seus habitats naturais: o problema inverso de quando Noé os reuniu. Mais problemático, penso, é como tantas espécies sobreviveram quando reduzidos a um par ou a sete pares de criaturas. As espécies bem sucedidas que se deslocaram para paragens remotas deviam ter deixado um rasto no caminho. Que provas de que todas as espécies se originaram na Turquia? Devia ser isto que os registros deviam mostrar, se a arca tivesse pousado em Ararat.

Nada disto impede os crentes de afirmar que a história de Noé é a verdade de Deus. Nem os que pensam que encontraram a arca. Alguns podem ter visto um pseudo-documentário de 1977 chamado "Em busca da Arca de Noé" ou um programa da CBS ded 1993 intitulado, "A Incrível Descoberta da Arca de Noé." O primeiro é um trabalho de ficção apresentado como documentário. O segundo foi arquitetado por George Jammal, que admitiu que a história era uma fraude. Jammal diz que quis expor as fraudes religiosas. A sua foi vista por cerca de 20 milhões de pessoas, a maior parte das quais não devem saber que Jammal não queria que o levassem a sério.

Durante o show, Jammal apresentou o que chamou "madeira sagrada" da arca, admitindo depois que tinha retirado a madeira das linhas de comboio de Long Beach na California, que a tinha endurecido cozendo-a num forno. Tambem admitiu nunca ter estado na Turquia. O programa foi produzido por Sun International Pictures, com sede em Salt Lake City, e responsavel por vários pseudo-documentarios sobre Nostradamus, o Triangulo das Bermudas, o Sudário de Turim e OVNIs.

O que gostava de ver era um documentário feito por cientistas criacionistas que construíssem a arca e nos mostrassem como era feita.
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Vá lá entender esse Clero! O apóstolo Paulo é o grande teórico da Igreja Católica e o mentor intelectual do celibato. Curiosamente Paulo trilhou o caminho contrário ao dos padres casados: largou a família e abraçou a castidade. Filho de fariseus, teve sólida formação judaica. Fiel a esses princípios, perseguiu cristãos por toda a Judéia. Numa dessas viagens, teve a visão de que Jesus o escolhia como seguidor. Passou a defender a nova doutrina com o mesmo fervor com que a perseguiu. Escreveu quatorze epístolas às recém-fundadas Igrejas Católicas e pregou o Evangelho de Jesus em longas peregrinações. Numa delas escreveu a frase que ficou célebre: “Quisera que todos os homens fossem como eu: casto.” ( Eu, hein?)
Os sacerdotes nem sempre seguiram à risca os ensinamentos católicos. Na Idade Média era comum que religiosos participassem de festas em que o celibato não era obedecido.
Ö referido celibato virou regra na Igreja Católica após oitocentos anos de sua fundação. É sabido que a Santa Igreja preservam às mulheres um papel secundário e que as mesmas são fontes de sedução de lascívia, sexualidade, e alegria, símbolos de pecado. Coisas abominadas por ela.
A coisa porém nunca funcionou sempre desta maneira. Na Idade Média, durante o século XVIII, padres e freiras passaram a tratar o sexo como graça divina. Segundo Miguel de Molinos, do século XVII, padres e freiras passaram a tratar o sexo como graça divina. Segundo Molinos, não existiria pecado se a intenção fosse boa. O resultado era que após os atos religiosos, eles se trancafiavam na sacristia e todos nus, era iniciado um outro culto que consistia e sexo grupal.

A mensagem foi adaptada e o ato sexual disseminou-se entre os religiosos. Era comum que padres rezassem a missa e chamassem as freiras para a sacristia. Todos tiravam a roupa e iniciava-se a chamada comunhão do coração, sabe-se lá por quê. As orgias acabaram após a reação conservadora na Igreja. (Os homossexuais?)
Comenta-se que o verdadeiro argumento que sustenta o celibato é bem mais mundano que parece.




SÃO LUIZ
Vamos falar de Luiz IX, rei da França que viveu entre 1214 e 1270, reinou entre 1226 e a morte e foi canonizado em 1297, sendo universalmente conhecido, a partir daí, como São Luiz. (Menos de 30 anos após sua morte, foi canonizado)
Vejamos se o comportamento dele em vida lhe daria o crédito de ser considerado santo. Vejamos como foi a sua conduta moral e se ele era psicologicamente considerado um homem são:
Apesar de rei, usava roupas simples, de tom azul ou preto. Dispensava o ouro e a prata nas selas e bridões dos cavalos. Era piedoso como monge. Aos sábados, costumava lavar, de joelhos, os pés de três pobres idosos. Lavava-os e depois os beijava. Também costumava servir os pobres à mesa. Pobres e leprosos. Em seguida comia com eles, na mesma tigela. - Estes foram os motivos pelo qual é considerado um dos mais dignos representantes do período da História humana, ou pelo menos da História ocidental cristã, chamado Idade Média.
O nosso rei organizou e comandou duas cruzadas. Ampliou o incipiente reino da França a ponto de fazê-lo atingir, pela primeira vez, o Mediterrâneo. Trata-se de um personagem tão significativo para a religião como para a formação do Estado e da nacionalidade francesa. Virou um símbolo tão perfeito da fé e da nação que, quando os franceses deram com os costados, nos confins do mundo, com uma terra de índios incréus, entre mares e selvas ignotas, deram o nome de santo rei à cidade que ali fundaram - hoje capital do Estado brasileiro do Maranhão.
A pessoa que foi São Luiz tem tratamento de luxo numa biografia escrita por um dos mais reputados historiadores franceses da atualidade, o medievalista Jacques Le Goff, expoente da “Nova História”, a escola que tem feito a originalidade da pesquisa historiográfica francesa nas últimas décadas. Enfim, o livro é fora do comum pelo material de reflexão que oferece a respeito do desenvolvimento do bicho-homem, sob um tríplice aspecto: religião, a política e a evolução de sua mentalidade.